quinta-feira, 30 de julho de 2026

Caminhão que seguia de Corumbá (MT) para MG é flagrado com 434 kg de drogas

 


Uma fiscalização de rotina da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na madrugada de quarta-feira, 29 de julho, resultou na apreensão de 434,7 quilos de drogas na BR-262, em Corumbá. O carregamento ilícito estava camuflado sob uma carga de minério de ferro em um caminhão bi-trem. O veículo havia saído da região de fronteira e tinha como destino final a cidade de Timóteo, no Vale do Aço, em Minas Gerais. O motorista, de 39 anos, foi preso em flagrante.

A abordagem ocorreu na região de Porto Morrinho. De acordo com os policiais, o condutor apresentou um nervosismo acentuado e começou a questionar de forma insistente o motivo da vistoria. A atitude suspeita levou os agentes a realizarem uma busca minuciosa na estrutura dos semirreboques. Ao retirarem as lonas que cobriam o minério, os policiais encontraram diversos fardos de entorpecentes espalhados diretamente sobre a carga mineral.


No total, as autoridades contabilizaram 352 quilos de skunk (maconha de alta concentração), 68,7 quilos de pasta base de cocaína, 7,4 quilos de cloridrato de cocaína (a forma pura da droga) e 6,6 quilos de haxixe. O suspeito foi conduzido junto com o caminhão e os entorpecentes para a Delegacia da Polícia Federal em Corumbá, que ficará responsável pelo inquérito e por rastrear a origem dos materiais.

A estratégia de esconder entorpecentes em cargas de minério que saem de Corumbá rumo a Minas Gerais não é nova, mas passou por uma modernização logística. No passado, quando o transporte de minério de ferro era feito majoritariamente pelo modal ferroviário, os criminosos arremessavam ou ocultavam os fardos de cocaína sobre os vagões de trem para facilitar a retirada rápida nos pontos de destino. Com a expansão e o fortalecimento do transporte rodoviário, as organizações criminosas migraram o esquema para as frotas de caminhões que cruzam diariamente o país em direção ao Sudeste. Para o ex-delegado, a migração manteve a eficácia do disfarce, mas garantiu maior agilidade e reduziu de forma drástica os custos operacionais do crime organizado.

O flagrante se soma a um conjunto de investigações em andamento conduzidas pelas polícias civis de Minas Gerais e de Goiás. Relatórios recentes de inteligência apontam que Mato Grosso do Sul consolidou-se como o principal corredor logístico de entrada para as drogas consumidas nas capitais e no interior do Sudeste do Brasil.

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