A página Campo Grande Ao Vivo divulgou neste sábado supostos bastidores do tiroteio que terminou com a morte de cinco pessoas na Avenida Brasil, na última semana. Segundo a publicação, o grupo criminoso estaria sendo precedido por uma motocicleta que fazia a função de “batedor”, monitorando o trajeto antes da passagem da tropa do traficante conhecido como RD.
De acordo com a página, o motociclista seguia à frente do comboio para verificar a existência de blitzes ou qualquer barreira policial no caminho até o Parque União, no Complexo da Maré.
Ainda conforme a publicação, após deixar a Vila Kennedy, a motocicleta chegou primeiro a Guadalupe, onde uma equipe do BPVE teria tentado abordar o condutor ao constatar que o veículo era produto de roubo. Nesse momento, os criminosos que vinham logo atrás teriam aberto fogo contra os policiais, dando início à perseguição que se estendeu pela Avenida Brasil.
A página afirma ainda que RD e seus seguranças deixaram a Vila Kennedy em um Toyota Corolla Cross, um Jeep cinza e um Volkswagen Nivus. Após o intenso confronto, quatro suspeitos e um policial militar morreram. Já os ocupantes do Jeep e do Nivus conseguiram escapar.
Sobre o suposto “batedor”, a página publicou uma fotografia do motociclista e afirmou que ele costumava percorrer, sempre nos mesmos horários, rotas em direção à Mangueira, Parque União, Tijuquinha e Vila Kennedy.
De acordo com a Polícia Civil, o projeto expansionista do Comando Vermelho estabeleceu duas principais bases em bairros do Rio, de onde saem os 'bondes' para as guerras.
Um delas fica na Vila Kennedy, de onde homens armados saem para disputar as regiões de Jardim Bangu e Catiri, na Zona Oeste do Rio, visando criar um 'cinturão' ao redor do Complexo Prisional de Gericinó.
A outra fica nas comunidades da região do Itanhangá, de onde procuram exercer controle sobre a Grande Jacarepaguá, formando um 'cinturão' no entorno da Floresta da Tijuca para facilitar fugas.
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