Guilherme “Gordinho” é apontado como integrante da Tropa do Batman e usava redes sociais para exibir drogas e provocar policiais
Guilherme dos Santos da Silva, conhecido como “Gordinho”, usava as redes sociais para exibir drogas e provocar as forças de segurança antes de ser preso nesta terça-feira (25), durante a Operação Dark Route, deflagrada pela Polícia Civil contra integrantes da chamada “Tropa do Batman”, grupo apontado como ligado ao Comando Vermelho (CV).
Segundo a investigação, em uma das publicações, Guilherme ironizou a atuação policial ao afirmar que “quem tem medo da PM é noiado” e dizer que teria receio apenas da Polícia Civil e da Polícia Federal.
Em outra publicação, ele aparece em uma embarcação ao lado de porções de drogas, enquanto uma música faz referência à facção criminosa e exalta a “Tropa do Batman”. Em uma das legendas, também teria escrito que “entendeu que não dá para ficar rico sendo honesto”. O perfil utilizado por ele no Instagram deixou de estar disponível após a operação.
Para a Polícia Civil, “Gordinho” exercia uma função relevante na estrutura criminosa e prestava apoio a Jonas Souza Gonçalves Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como líder do grupo e atualmente foragido no Rio de Janeiro.
Segundo a investigação, Batman rompeu a tornozeleira eletrônica durante uma saída temporária, em setembro de 2024, e fugiu para o Rio de Janeiro. Desde então, teria se escondido em áreas dominadas pelo Comando Vermelho, principalmente no Complexo do Alemão, mantendo contato com integrantes da organização que permaneciam em Mato Grosso.
A apuração identificou uma rede de apoio entre Mato Grosso e Rio de Janeiro que, segundo os investigadores, atuava na movimentação de dinheiro, utilização de veículos, logística, ocultação de patrimônio e proteção de foragidos e integrantes armados.
Ao todo, a Operação Dark Route tem dez pessoas como alvos. A Justiça autorizou nove mandados de prisão preventiva, três de busca e apreensão e o sequestro de cinco veículos de luxo.
A Polícia Civil também investiga o acesso do grupo a armas de alto poder de fogo e busca identificar outros integrantes e a extensão da estrutura mantida entre os dois estados.


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