Quatro policiais militares do 1º Batalhão de Polícia Militar (1º BPM) foram presos em flagrante durante uma operação da Corregedoria-Geral da Brigada Militar na sexta-feira (21) em Porto Alegre.
Mandados judiciais autorizados pela Justiça Militar foram cumpridos nas casas dos policiais, em viaturas que estavam em policiamento e também em veículos no momento em que os militares deixavam o batalhão.
Segundo a Corregedoria, drogas e munição foram apreendidas. A reportagem apurou que uma mochila com pinos de cocaína foi recolhida em uma viatura.
Em nota, a Brigada Militar afirmou que "os nomes dos PMs presos serão preservados pelo menos até que se concluam as investigações e o Inquérito Policial Militar seja remetido à Justiça Militar Estadual". As defesas dos PMs, que são representados pelos advogados Pablo Gomes também emitiram notas afirmando que não tiveram acesso à íntegra da investigação. Leia as notas completas abaixo.
De acordo com o corregedor-geral da Brigada Militar, Daniel Luizelli Altafini, a investigação busca esclarecer a origem e a finalidade do material apreendido. Uma das possibilidades apuradas é a eventual utilização de drogas e munições nos chamados "kits enxerto", que seriam usados para justificar flagrantes de suspeitos.
"A partir do momento que um militar possui material ilícito, precisamos esclarecer o motivo disso. Não podemos adiantar detalhes, mas são muitas possibilidades, e a investigação militar vai esclarecer ao final do inquérito", afirmou o corregedor.
"A Brigada Militar informa que foram presos, por meio de operação policial da sua Corregedoria-Geral, quatro Policiais Militares na manhã da última sexta-feira, dia 21 de agosto. Na ocasião, foram cumpridos mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Militar Estadual nos autos de Inquérito Policial Militar que tramita em sigilo.
Com os militares presos foram localizados objetos supostamente ilícitos, os quais passam a integrar o conjunto de elementos de prova até então coletados pela investigação em andamento.
Os flagrantes foram homologados pelo magistrado de plantão após a realização das audiências de custódia, tendo sido três militares conduzidos ao Presídio Policial Militar e o quarto ao Hospital da Brigada Militar, local em que permanecerá sob custódia provisória, pois se recupera de recente procedimento cirúrgico.
Os nomes dos Policiais Militares presos serão preservados pelo menos até que se concluam as investigações e o Inquérito Policial Militar seja remetido à Justiça Militar Estadual.
A Brigada Militar informa também que repudia, de forma veemente, os desvios de conduta dos seus integrantes, bem como que as apurações decorrentes observam de forma irrestrita o direito dos investigados ao devido processo legal."

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