As autoridades espanholas apreenderam mais de três toneladas de cocaína em Gran Canaria, após uma perseguição sem precedentes a uma "narcolancha". Esta é a mais recente interceptação nas Ilhas Canárias, que se tornaram uma das principais portas de entrada para traficantes de cocaína sul-americanos que visam o mercado europeu.
A Guarda Civil da Espanha informou que agentes apreenderam um total de 3.360 quilos de cocaína, distribuídos em 139 pacotes, no sul de Gran Canaria, após interceptarem uma lancha semirrígida (RIB). A embarcação de alta velocidade, equipada com vários motores potentes, operava a cerca de 70 milhas ao sul das Ilhas Canárias quando foi avistada. Agentes do Serviço Marítimo iniciaram a interceptação da lancha, que tentou fugir rapidamente. Apesar das manobras evasivas da embarcação suspeita, os agentes conseguiram alcançá-la e deter os operadores.
A interceptação da lancha semirrígida de alta potência — um tipo de embarcação preferido pelos traficantes espanhóis para recolher drogas de navios-mãe em alto-mar — resultou na apreensão da cocaína e na prisão de cinco tripulantes. Os suspeitos estavam armados com um fuzil de assalto e uma metralhadora leve, supostamente para evitar ataques de outros grupos criminosos.
"Os cinco indivíduos responderão por crimes contra a saúde pública (tráfico de drogas), desobediência grave, posse ilegal de armas e participação em organização criminosa", afirmou a Guarda Civil em comunicado.
A apreensão em Gran Canaria é a mais recente de uma série de grandes operações contra o tráfico de cocaína nas proximidades das Ilhas Canárias. As autoridades afirmam que a região passou a integrar uma "rota da cocaína" mais ampla, utilizada por redes criminosas latino-americanas para transportar drogas para a Europa. Essas redes logísticas dependem de transferências complexas em alto-mar, planejadas para evitar os principais portos europeus e escapar da detecção.


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