Uma operação integrada das forças de segurança apreendeu cerca de 4,5 toneladas de maconha do tipo skunk, três fuzis AK-47, duas metralhadoras M60 e mais de 5,8 mil munições em Codajás, no interior do Amazonas. Segundo a polícia, o material foi encontrado após uma ação para interceptar uma lancha suspeita de transportar drogas e armamentos na região.
De acordo com a Polícia Militar, a operação começou após informações de inteligência sobre o transporte de drogas e armas pelo Rio Solimões. A embarcação teria saído da região da tríplice fronteira, área considerada uma das principais rotas do tráfico na Amazônia.
"As informações indicavam o transporte desse material ilícito. Subimos o Rio Solimões para fazer a abordagem desta lancha. Nós sabemos que são narcotraficantes que vêm da tríplice fronteira, através de Tabatinga", afirmou o comandante do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), major Ricardo Lemos.
Durante a abordagem, houve troca de tiros entre policiais e suspeitos. Os criminosos fugiram para uma área de mata e não foram localizados.
A polícia não informou quantas pessoas estavam na embarcação, mas, segundo o major Ricardo Lemos, levantamentos de inteligência apontam que o grupo poderia ter ao menos oito integrantes.
"Com trabalhos de inteligência, nós sabemos que podem ser por volta de um mínimo de oito narcotraficantes. O armamento é tido como armamento de guerra, realmente", disse.
Após o confronto, os agentes fizeram buscas na região e encontraram parte do armamento escondida em um igarapé. A droga estava distribuída em 102 sacos.
Além dos três fuzis AK-47 e das duas metralhadoras M60, a operação resultou na apreensão de 45 carregadores, sendo 37 destinados aos fuzis, 5.810 munições e projéteis de uso específico para metralhadoras.
Também foram apreendidos uma lancha blindada e seis motores de popa de 250 HP.
Segundo o delegado-geral da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), Bruno Fraga, a apreensão é resultado de uma investigação iniciada há cerca de quatro meses e indica que a droga entrou no Amazonas pela região da tríplice fronteira.
"Essa droga veio da região da tríplice fronteira, dos países vizinhos que são produtores de cocaína e maconha. Nós sabemos que o Amazonas é uma das principais portas de entrada dessa droga, que vai ser escoada não só para o resto do Brasil, mas também para o mundo inteiro", afirmou.
O delegado destacou que a quantidade de armas e munições encontrada demonstra o poder de fogo da organização criminosa investigada.


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