Traficantes do Comando Vermelho metralharam na última semana o muro de uma distribuidora de gás na comunidade Parque Aeroporto, em Macaé, no Norte Fluminense.
O ataque foi uma retaliação direta para servir de “exemplo” a quem não pagar as taxas de extorsão impostas na região.
Os bandidos da facção estão adotando táticas de milícia para impor um verdadeiro monopólio sobre serviços essenciais.
De acordo com informações divulgadas em redes sociais, moradores teriam relatado que em boa parte do bairro só é permitida a contratação da internet imposta pelos criminosos.
Para garantir a exclusividade, operadoras legalizadas já sofreram retaliações, tendo seus cabos queimados e equipamentos destruídos.
O esquema de extorsão e controle territorial também se estende à venda forçada de marcas específicas de água e gás.
Operações recentes das polícias Civil e Federal já identificaram e prenderam envolvidos nesse esquema de coerção que sufoca a economia local e tira a liberdade da população macaeense.
Por conta do ataque, a distribuidora de gás suspendeu temporariamente o atendimento na região após relatar novas ameaças.
Segundo comunicado, a empresa afirma que continua recebendo ameaças para que encerre suas atividades e, por esse motivo, está impedida de continuar trabalhando na região.
Temporariamente, a empresa não estará realizando atendimentos no Parque Aeroporto.
A empresa pediu desculpas aos clientes pelos transtornos e informou que a suspensão é temporária.


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