quinta-feira, 22 de outubro de 2026

MS : Polícia suspeita que Comando Vermelho ordenou sequestro e morte de traficante e sua esposa na fronteira

 Uma dívida elevada relacionada à venda de drogas para integrantes do CV (Comando Vermelho) teria motivado o sequestro e a execução de Marcelo Ruan Lázaro Ortiz, de 26 anos, encontrado morto nesta terça-feira (20), em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia separada de Ponta Porã por uma rua. Fontes policiais apontam que a facção teria ordenado o assassinato e enviado integrantes do Rio de Janeiro para cumprir a determinação.


A investigação avançou nesta quarta-feira (21), com a identificação do paraguaio Sergio González Giménez, de 30 anos, apontado como possível organizador do ataque que também terminou com a morte da brasileira Carolina Benites Arce, de 27 anos, companheira de Marcelo. Segundo informações divulgadas pelo jornal paraguaio ABC Color, o suspeito teria oferecido abrigo aos executores e participado da preparação da ação criminosa.

A hipótese de envolvimento do Comando Vermelho chama a atenção porque Marcelo seria ligado ao PCC (Primeiro Comando da Capital), facção rival do grupo carioca. Sergio, apontado como responsável pela organização do ataque, também seria vinculado ao PCC.

A informação contrasta com a guerra travada pelas duas organizações criminosas em diferentes regiões do Brasil e levanta dúvidas sobre os interesses envolvidos na execução, já que seria fato raro um membro do PCC fornecer drogas aos rivais do CV.


Conforme informações atribuídas a fontes policiais, Marcelo teria acumulado uma dívida de valor elevado em negociações de drogas com integrantes do Comando Vermelho. Diante da falta de pagamento, a facção teria determinado sua execução. A suspeita é de que os responsáveis tenham sido enviados do Rio de Janeiro especificamente para o ataque na fronteira.

A identificação de Sergio González Giménez ocorreu durante as investigações sobre as mortes. Segundo o ABC Color, policiais paraguaios chegaram a uma residência que teria servido de esconderijo para os integrantes do grupo responsável pelo crime.

No imóvel estava Aline Noemí Ramírez Faría, paraguaia de 20 anos, que informou aos investigadores que a casa pertence ao companheiro, Sergio. Ele teria fugido pouco antes da chegada dos policiais.

A suspeita é de que Sergio tenha abrigado os executores durante o fim de semana e levado os criminosos até a residência de Marcelo e Carolina, no Bairro Obrero. Imagens de câmeras de segurança teriam registrado elementos que reforçam a participação dele na organização do ataque.

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