O Cártel Jalisco Nueva Generación (CJNG) passa por um período de forte desestruturação interna e intensa pressão internacional após a morte de seu fundador, Nemesio "El Mencho" Oseguera, em fevereiro de 2026. O grupo é classificado pelas autoridades dos Estados Unidos como o Inimigo Público Número Um
Captura do "R1": No dia 30 de julho de 2026, as forças especiais do Exército mexicano prenderam Ramón Ángel "N", conhecido como "R1". Ele é apontado como o líder de uma das células mais violentas do CJNG e o mentor intelectual do assassinato de Carlos Manzo, prefeito de Uruapan, ocorrido no final de 2025.
Declaração de Culpa do Irmão de "El Mencho": Em 31 de julho de 2026, o Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) confirmou que o irmão do falecido líder máximo do CJNG declarou-se culpado por crimes de tráfico internacional de drogas e posse de armas de fogo.
Cofundador Culpado: Em abril de 2026, Érick Valencia Salazar, o "El 85" (cofundador do cartel extraditado para os EUA), também se declarou culpado perante a justiça americana
Novo Líder Identificado: Em julho de 2026, os serviços de inteligência dos Estados Unidos identificaram oficialmente Juan Carlos Valencia como o novo chefe do CJNG
Recompensa Milionária: O governo dos EUA está oferecendo uma recompensa de mais de 5 milhões de dólares (cerca de R$ 25 milhões) por informações que levem à captura do novo líder
Uso de Tecnologia Militar: O CJNG continua operando como uma força fortemente militarizada, utilizando rifles de precisão, explosivos improvisados e mais de 1.000 drones com bombas por mês para monitoramento e ataques contra rivais e forças de segurança
Estima-se que o Cártel Jalisco Nueva Generación (CJNG) possua entre 26.000 e 31.000 homens operando diretamente em seu braço armado, atuando em combates territoriais, escolta de lideranças ("sicários") e na proteção de carregamentos de drogas.
Cálculo por Proporção de Força Criminal: Um estudo de referência publicado na prestigiada revista científica Science apontou que o narcotráfico mexicano conta com cerca de 175.000 membros ativos. Desse total, os pesquisadores estimam que 17,9% pertencem formalmente ao CJNG, consolidando-o como o grupo com maior exército de combatentes do país (superando o Cartel de Sinaloa, que detém cerca de 8,9%)
Dados de Inteligência dos EUA: Relatórios da agência antidrogas americana (DEA) estimaram previamente que o CJNG e o Cartel de Sinaloa somavam, juntos, mais de 45.000 integrantes de alta periculosidade espalhados pelo mundo. Como o CJNG opera sob uma estrutura fortemente militarizada, a maior parte de sua folha de pagamento no México é voltada para a contenção armada
Divisão do Braço Armado e Segurança
Essa força de dezenas de milhares de homens não atua em um bloco único, dividindo-se em funções táticas bem específicas:
Células de Combate Urbano e Rural: Conhecidos como "braços armados" (como o braço de elite Grupo Élite), são responsáveis por travar guerras territoriais brutais e criar bloqueios em estradas utilizando veículos blindados artesanais ("monstros").
Segurança de Cargas e Laboratórios: Grupos de pistoleiros que fazem a vigilância estrita de laboratórios clandestinos de fentanil e metanfetamina, além de escoltar os comboios de entorpecentes em direção às fronteiras.
Escolta e Proteção de Cúpula: Guardas premonitórios altamente leais encarregados de defender os chefões de alto escalão. Inteligências locais alertam que o CJNG tem inclusive recrutado mercenários e ex-militares estrangeiros (como ex-soldados das forças armadas colombianas) para treinar taticamente esses guarda-costas.
O treinamento militar do CJNG baseia-se em táticas de forças especiais, doutrinação extrema e punições físicas brutais aplicadas em acampamentos clandestinos na selva e nas montanhas do México. O cartel opera esses centros de treinamento para transformar recrutas — muitos deles jovens sequestrados ou enganados por falsas promessas de emprego — em soldados disciplinados e altamente violentos.
Os principais pilares de como funcionam esses treinamentos incluem:
🏕️ Acampamentos de Treinamento Clandestinos
Isolamento Geográfico: Os campos de treinamento (chamados de "escuelas") ficam escondidos em áreas de difícil acesso nas serras de estados como Jalisco, Michoacán e Nayarit.
Instrutores Estrangeiros: O cartel contrata mercenários internacionais com experiência militar real, incluindo ex-membros das Forças Armadas da Colômbia, ex-soldados da Guatemala (conhecidos como Kaibiles) e veteranos de forças policiais ou militares mexicanas desertoras.
Preparação Tática e Operacional
Táticas de Guerrilha: Os recrutas aprendem combate urbano, patrulhamento em formação, emboscadas e técnicas de retirada sob fogo cruzado.
Manuseio de Armas Pesadas: O treinamento inclui o uso de fuzis de assalto (como AR-15 e AK-47), rifles de precisão calibre .50 (capazes de derrubar helicópteros) e o lançamento de granadas.
Uso de Tecnologia Militar: Há instruções específicas para o manuseio de comunicações criptografadas, condução de veículos blindados artesanais (os "monstruos") e a operação de drones carregados com explosivos C4.
🧠 Doutrinação Psicológica e Desumanização
Quebra Psicológica: Os instrutores submetem os novos membros a humilhações constantes, privação de sono e racionamento severo de comida para testar a resistência física e mental.
Rituais de Iniciação Violentos: Para provar lealdade e perder a empatia humana, os recrutas são forçados a executar inimigos capturados, desmembrar corpos e, em alguns casos relatados por sobreviventes e investigações, praticar o canibalismo ritualístico com restos de rivais.
Pena de Morte por Deserção: Aqueles que tentam fugir, demonstram fraqueza ou falham nos testes físicos durante o treinamento são executados sumariamente diante dos outros recrutas como forma de aviso.
🔫 Armamento Pesado e Artilharia
Rifles Calibre .50: O fuzil de precisão Barrett .50 é a arma emblemática do cartel. Ele é capaz de perfurar blindagens de nível militar, destruir blocos de motor de viaturas e derrubar helicópteros das forças armadas.
Metralhadoras de Combate: Utilizam metralhadoras operadas por fita de munição, como as M249 SAW, M60 e Browning .50, montadas em tripés na caçamba de caminhonetes para fogo de supressão.
Lançadores de Granadas e Foguetes: Empregam lançadores de granadas de 40mm (como os acoplados a fuzis M16) e lançadores de foguetes RPG-7, usados para romper perímetros fortificados e destruir veículos policiais.
Fuzis de Assalto Modificados: A infantaria do cartel utiliza fuzis AR-15, M4 e AK-47 (conhecidos como cuernos de chivo), frequentemente modificados com carregadores de tambor de alta capacidade (100 cartuchos) e seletores para fogo totalmente automático.
Veículos Blindados Artesanais (Os "Monstruos")
Blindagem de Fábricas Clandestinas: O cartel mantém oficinas mecânicas secretas onde solda chapas de aço naval com até 1 a 2 polegadas de espessura sobre a carroceria de caminhonetes pesadas (como Ford F-350, Chevrolet Silverado e RAM 3500) ou caminhões de carga.
Torres de Tiro: Os veículos possuem torres giratórias no teto com escudos de proteção para atiradores operarem metralhadoras pesadas, além de frestas (troneras) nas laterais para que os ocupantes disparem de dentro sem se expor.
Sistemas de Defesa Ativa: Os modelos mais avançados contam com aríetes frontais de aço para romper barricadas, pneus com gel antifuro ou blindagem interna, e mecanismos para espalhar óleo ou pregos (ponchallantas) nas estradas durante perseguições.
Estética de Guerra: Os veículos costumam ser pintados com camuflagem militar (padrão selva ou deserto) e ostentam as siglas do cartel (CJNG) ou do braço armado específico (como Grupo Élite) para intimidar os oponentes.



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