A Origem do Apelido: No universo do crime organizado do Rio de Janeiro, ele ganhou o vulgo de "My Thor" (uma estilização de "Meu Thor" ou "Maitor") como uma alusão direta ao deus do trovão da mitologia nórdica, cujo símbolo principal é o martelo.
No caso do traficante, a associação foi adaptada para outra ferramenta de corte e impacto: o machado.
A Fama do Machado: De acordo com investigações policiais e denúncias da virada dos anos 1990 para os anos 2000, My Thor utilizava um machado para esquartejar desafetos, traidores e policiais capturados no Morro de Santo Amaro. Essa prática bárbara servia como um "tribunal do tráfico" para espalhar o terror na região do Catete e consolidar sua liderança na Zona Sul.
Crueldade no Perfil Criminal: Por conta desses métodos de execução e da tortura aplicada às vítimas com lâminas, a ficha criminal e o histórico de inteligência da polícia fluminense sempre o classificaram como um dos chefes mais sanguinários e violentos da história do Comando Vermelho (CV).
Mesmo com mais de duas décadas em isolamento em presídios de segurança máxima, essa reputação brutal dos tempos em que atuava diretamente nas ruas contribuiu para que ele mantivesse o status de liderança de "alta periculosidade" dentro do sistema penitenciário.
"My Thor" (ou Maitor) é o vulgo de Marcos Antonio Pereira Firmino da Silva, um dos criminosos mais antigos e conhecidos da cúpula da facção Comando Vermelho (CV). Ele é apontado pelas autoridades como o chefe do tráfico de drogas do Morro de Santo Amaro, no bairro do Catete, na Zona Sul do Rio de Janeiro.
O perfil de sua atuação e sua situação atual envolvem os seguintes pontos:
Histórico e Prisão: My Thor foi preso originalmente no próprio Morro Santo Amaro em maio de 2000. Embora esteja encarcerado há mais de duas décadas, investigações da Polícia Civil e do Ministério Público apontam que ele nunca deixou de exercer forte influência na facção e continua comandando as operações criminosas da comunidade de dentro do presídio. Também é irmão de outro traficante famoso já falecido, o Fat Family.
Acusações Recentes: Recentemente, em agosto de 2026, ele virou réu após denúncia do Ministério Público do Rio (MPRJ). Ele é acusado de ordenar que traficantes atirassem contra policiais do BOPE durante uma operação realizada em junho de 2025. Os disparos foram efetuados em direção a uma rua onde acontecia uma festa junina da comunidade, deixando cinco moradores feridos.
Esquema de Distribuição: Em investigações recentes de setembro de 2026 (Operação Icarus), o nome de My Thor também apareceu vinculado a grandes esquemas interestaduais de transporte de toneladas de drogas entre São Paulo e Rio de Janeiro, dividindo a articulação com outras lideranças do CV.
Localização Atual: Após rodar por presídios federais de segurança máxima fora do estado por quase 15 anos, ele retornou ao Rio. Entre idas e vindas de tentativas de transferências interestaduais por parte do governo estadual, ele cumpre pena atualmente no Complexo de Gericinó, em Bangu.


Sem comentários:
Enviar um comentário